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Com 900 milhões de eleitores, Índia inicia maior eleição do mundo

Com 900 milhões de eleitores, Índia inicia maior eleição do mundo

Com um número de eleitores que corresponde a mais de 10% da população mundial, a Índia inicia nesta quinta-feira (11) as eleições para o seu Congresso, o Lok Sabha.

Cerca de 900 milhões de pessoas podem votar para eleger 543 membros do Congresso. Outros dois integrantes são indicados pelo presidente e pertencem à comunidade anglo-indiana. O partido ou coalizão que tiver uma maioria de 272 assentos no Lok Sabha irá indicar o primeiro-ministro.

O atual premiê Narendra Modi, que em 2014 obteve a maioria mais ampla no Parlamento dos últimos 30 anos (com 282 vagas), concorre à reeleição por seu partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP), e tem como principal adversário Rahul Gandhi, filho do ex-primeiro-ministro Rajiv Gandhi, neto de Indira Gandhi, a primeira mulher primeira-ministra do país, e bisneto de Jawaharlal Nehru, primeiro premiê da Índia. Rahul é líder do Partido Congresso Nacional.

Segundo as pesquisas, desta vez o BJP não deve alcançar sozinho a maioria, mas Modi pode conquistar uma re-eleição apertada com o apoio de outros partidos em uma “mahagathbandhan”, termo hindi para “megacoalizão”. Já o Partido Congresso Nacional deve ampliar sua bancada, mas provavelmente não passará de 140 assentos.

Eleições na Índia — Foto: Igor Estrella/G1Eleições na Índia — Foto: Igor Estrella/G1

Eleições na Índia — Foto: Igor Estrella/G1

No total, mais de 8 mil candidatos, de 1841 partidos políticos reconhecidos pela Comissão Eleitoral, participam das eleições ao Lok Sabha.

Sete fases

Podem votar todos os indianos com mais de 18 anos e este ano há 90 milhões de eleitores a mais do que em 2014. Naquele ano, a taxa de comparecimento foi de 66,4%, de acordo com a emissora indiana NDTV.

O processo de votação será extenso, com mais de um mês de duração, e dividido em sete fases, envolvendo os 29 estados e sete territórios menores do país, conhecidos como territórios da união.

Funcionário da Comissão Eleitoral checa urna eletrônica e material de votação em centro de distribuição em Noida, na Índia, na quarta-feira (10) — Foto: Money Sharma/AFPFuncionário da Comissão Eleitoral checa urna eletrônica e material de votação em centro de distribuição em Noida, na Índia, na quarta-feira (10) — Foto: Money Sharma/AFP

Funcionário da Comissão Eleitoral checa urna eletrônica e material de votação em centro de distribuição em Noida, na Índia, na quarta-feira (10) — Foto: Money Sharma/AFP

Com cerca de 200 milhões de habitantes, Uttar Pradesh é o maior estado indiano e o de maior representação no Congresso, com 80 assentos. Junto com Bihar e Bengala Ocidental, ele será um dos únicos estados que terão votações nas sete datas.

As votações acontecem nos dias 11 de abril, 18 de abril, 23 de abril, 29 de abril, 6 de maio, 12 de maio e 19 de maio. A contagem dos votos está marcada para o dia 23 de maio.

O custo total das eleições é estimado em 500 bilhões de rúpias (cerca de R$ 27,8 bilhões).

O presidente do Partido Congresso Nacional, Rahul Gandhi e sua irmã, Priyanka Gandhi, durante evento do partido em Amethi, na quarta-feira (10) — Foto: Sanjay Kanojia/AFPO presidente do Partido Congresso Nacional, Rahul Gandhi e sua irmã, Priyanka Gandhi, durante evento do partido em Amethi, na quarta-feira (10) — Foto: Sanjay Kanojia/AFP

O presidente do Partido Congresso Nacional, Rahul Gandhi e sua irmã, Priyanka Gandhi, durante evento do partido em Amethi, na quarta-feira (10) — Foto: Sanjay Kanojia/AFP

Desafios

A Índia tem atualmente 1,34 bilhão de habitantes e é o segundo país mais populoso do mundo, mas a previsão é de que em alguns anos ultrapasse a China e se torne o primeiro do ranking.

O principal desafio do governo é preparar a economia para esse crescimento, especialmente em relação a empregos, considerando que dois terços dos indianos têm menos de 35 anos.

Em 2014, Narendra Modi chegou ao cargo de primeiro-ministro com a promessa de desenvolvimento para todos e modernização da infraestrutura do país.

No entanto, ele não conseguiu conter os crescentes índices de desemprego, que chegaram a 45%. Também enfrentou marchas de produtores reais – uma parcela significativa da população – que protestaram contra o aumento do preço de insumos e dívidas cada vez maiores.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante evento do partido Bharatiya Janata (BJP), em Nova Déli, na segunda-feira (8) — Foto: Reuters/Adnan AbidiO primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante evento do partido Bharatiya Janata (BJP), em Nova Déli, na segunda-feira (8) — Foto: Reuters/Adnan Abidi

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante evento do partido Bharatiya Janata (BJP), em Nova Déli, na segunda-feira (8) — Foto: Reuters/Adnan Abidi

Outra questão sensível é a segurança nacional, com destaque para a relação com o vizinho Paquistão. Os dois países, que possuem arsenais nucleares, tiveram o confronto mais sério em décadas na região da Caxemira em fevereiro, quando o Paquistão derrubou dois caças e capturou um piloto da Força Aérea indiana.

O ataque aconteceu um dia depois de a Índia ter lançado um bombardeio aéreo contra um campo de treinamento de militantes paquistaneses – uma retaliação a um atentado que matou mais de 40 soldados indianos menos de duas semanas antes.

Dias depois, o Paquistão anunciou a libertação do piloto, em um gesto de paz destinado a reduzir a tensão entre os dois países.

Fonte: G1

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