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sexta, 22 de novembro de 2019
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Artigo: Bico 2.0: entenda a prática que virou fenômeno no país

Artigo: Bico 2.0: entenda a prática que virou fenômeno no país

Também conhecido como “bico virtual”, a ação que cresce cada vez mais entre os brasileiros nada mais é do que o trabalho autônomo ou freelancer de quem busca complementar ou aumentar sua renda. Atualmente, diversos empreendedores que começaram seus bicos no desespero construíram maturidade no negócio e conquistaram independência financeira através da venda de produtos e serviços online. Segundo um levantamento do Serasa Experian, a cada 10 segundos nasce um MEI no Brasil, ou seja, os microempreendedores individuais. Com a facilitação para obter um CNPJ, trabalhos alternativos crescem e encorajam os cidadãos a buscarem novos formatos de geração de renda.

Por conta da associação da palavra, muitos acreditam que bico se remete à venda de produtos como artesanato ou o famoso “quebra-galho”. No entanto, trabalhar e se manter de forma autônoma tornou-se uma alternativa viável e interessante para diversas áreas e tipos de empreendedores. Os chamados freelancers, ou trabalhadores independentes, oferecem serviços desde design, programação, construção de sites, gestão de redes sociais, consultoria jurídica e até mesmo atendimento nutricional. As barreiras físicas se tornam cada vez mais distantes com o auxílio de ferramentas de conversação online como Zoom, Appear.In, Google Hangouts e até mesmo o bom e velho Skype. Diversas áreas de atuação tem buscado se renovar e oferecer vendas online para atingir mais consumidores por todo o país.

Para muitos, a principal razão do aumento exponencial dos chamados “bicos virtuais” é a crescente taxa de desemprego brasileira, que ultrapassa os 12%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sem dúvida, a necessidade de renda em momentos de crise é o motivador de muitos empreendedores dos mais variados segmentos a embarcarem numa jornada de vender e prestar serviços online. No entanto, há uma grande porcentagem de participantes desse movimento que decorrem de uma nova onda crescente: o fim dos empregos fixos e o aumento da chamada “cultura freelancer”, os famosos trabalhadores autônomos.

Considerando ainda a nova modalidade MEI disponível no país, cada vez mais pessoas optam por não se fixar em um único emprego e buscam aplicar seus conhecimentos e interesses de diversas maneiras. Além de vender online, muitos empreendedores casam projetos e entregas pontuais para alcançar a renda necessária no final do mês. Existem casos, inclusive, de trabalhadores com emprego fixo que complementam o salário prestando consultorias dos mais diversos assuntos ou até mesmo produtos mais elaborados, como roupas, acessórios e sapatos.

Hoje, existem milhares de plataformas disponíveis que facilitam a vida do micro e pequeno empresário, e auxiliam tanto na complementação de renda como na transformação do seu negócio. As mais populares são Mercado Livre, Elo7 e OLX, mas existem diversas outras que surgiram em uma velocidade impressionante, como Minestore, GetNinjas, Shopify, Nuvemshop e Bicos.com. Além disso, muitos empreendedores ainda optam por usar o Instagram como a principal plataforma de vendas, devido a flexibilidade de uso e as diferentes maneiras de expor produtos e serviços. Para vender no Instagram, por exemplo, formatos de pagamento como PayPal e Upnid são bastante utilizados via cartão online, expandindo os horizontes de quem só conseguia receber por transferência bancária.

Para concluir, a designer e ilustradora paulistana Bruna Romero explica o por quê de optar por vender produtos com suas ilustrações através de plataformas de venda online: “O maior benefício de vender online hoje em dia é conseguir escalar a produção de acordo com a demanda, principalmente para pequenos empreendedores e pessoas novas como eu, que ainda estão começando. A internet te dá a possibilidade de apresentar o seu produto para uma quantidade infinita de pessoas, mas você deve produzir somente aquilo que realmente for ser consumido – evitando prejuízo financeiro e inclusive desperdícios. O planeta agradece e o nosso bolso também”.

*Por Amanda Antonon, Especialista em Marketing na Aceleradora Organica




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