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sbado, 25 de janeiro de 2020
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Após libertar último refém, presos decidem encerrar rebelião na Casa de Custódia de Curitiba

Após libertar último refém, presos decidem encerrar rebelião na Casa de Custódia de Curitiba

A rebelião na Casa de Custódia de Curitiba, que começou na noite de domingo (1º), foi encerrada na manhã desta quinta-feira (5). A informação foi confirmada ao G1 pelo Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen).

Ao todo, cinco agentes penitenciários foram rendidos pelos rebelados. Um deles foi liberado ainda na noite de domingo e os outros três na tarde desta quarta (4). O último refém foi libertado com o fim da rebelião. Não há informações sobre presos feridos.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Ricardo Carvalho, disse que o quinto refém foi liberado com segurança. Segundo ele, os presos que participaram da rebelião serão encaminhados direto para a delegacia para serem indiciados por cárcere privado, tortura, e destruição do patrimônio.

Ainda conforme Carvalho, é a primeira vez que isso acontece na história do Paraná.

Dos 600 presos que estão lotados no local, 172 estão participaram da rebelião. Eles concentraram o tumulto em uma das três galerias da unidade prisional e exigiram a transferência de alguns presos que estão detidos no interior para a Casa de Custódia porque estariam sendo ameaçados por facções rivais.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP-PR) disse que o Depen já havia feito um mapeamento da localização de custódia de presos das principais facções que atuam dentro do presídio.

No entanto, conforme a nota, já estava em andamento a remoção de presos de uma facção que estavam em celas especiais. “A intenção da direção do Depen é evitar qualquer conflito entre detentos”, diz parte do trecho.

Com relação aos celulares que ingressaram no presídio, o Depen informou que vai abrir um procedimento interno para apurar a entrada dos aparelhos na unidade penitenciária.

A rebelião durou quatro dias e, conforme o Sindarspen, foi a mais longa dos últimos dez anos no Paraná.




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