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quinta, 14 de novembro de 2019
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Jovem é morta por ex companheiro; Ela recusou proteção policial horas antes do crime

Jovem é morta por ex companheiro; Ela recusou proteção policial horas antes do crime

Uma mulher foi morta a tiros nesta terça-feira (11), horas após recusar as medidas protetivas na Delegacia da Mulher. A vítima, uma bancária, tinha 35 anos e foi morta a tiros pelo ex-companheiro, um soldado de 30 anos, no corredor do apartamento para onde se mudou após a separação.

O autor dos disparos, que foi preso em flagrante, não aceitava o fim do relacionamento, segundo a delegada responsável pelo caso, Tatiana Bastos. No local, estavam o filho da vítima, de 12 anos, e amigos dela que tinham ido para uma comemoração na sua nova residência.

De acordo com a delegada, a mãe da vítima procurou a delegacia no dia 28 de novembro para denunciar as ameaças que o ex-companheiro da filha vinha fazendo, além das perseguições. O homem, que é policial militar afastado, ia até o trabalho da vítima e também até o prédio dela. Os porteiros receberam a ordem inclusive de não deixá-lo mais entrar.

“Ele invadiu o prédio da ex-companheira após pular a grade. Entrou no edifício e subiu até o andar do apartamento, onde não havia ninguém, pois a jovem estava com o filho e os amigos no salão de festas, comemorando a casa nova. Quando o grupo subiu, o homem atirou quatro vezes. Três disparos atingiram a vítima na região da cabeça e do pescoço. No momento do ataque, ela chegou a empurrar o filho para dentro de casa”, explicou Tatiana. O crime aconteceu na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Segundo informações do Extra, o relacionamento do casal chegou ao fim na metade do ano, quando ele foi preso por envolvimento com o tráfico de drogas. Ao longo dos últimos seis meses, estava respondendo um procedimento disciplinar. A delegada afirmou que a vítima quis se separar quando o caso veio à tona. O homem, porém, não aceitou.

A polícia passou duas semanas ligando para a vítima, pedindo que ela fosse até a Delegacia da Mulher registrar ocorrência pelas ameaças e perseguições. A mulher aceitou conversar com a delegada nesta terça-feira, mas recusou as medidas protetivas e um abrigo para ficar enquanto estivesse correndo risco de morte.

“A mãe dela narrou que ele procurava a bancária na saída do trabalho, na casa dela, e a ameaçava de morte. Tentamos contato com ela, mas vinha recusando, até que ontem acabou vindo. Demos orientações do abrigo, um lugar seguro e das medidas protetivas que a Lei Maria da Penha oferece. Vimos que estava numa situação de risco, mas ela não tinha interesse e disse que não estava se sentindo ameaçada” contou a delegada.

Para Tatiana, é fundamental alertar as mulheres de violência doméstica a não se calarem sobre o que está acontecendo.

“Nós que trabalhamos com isso conseguimos detectar essa situação de risco e tentamos tirar a vítima do círculo de violência. Muitas vezes elas se calam por medo de represálias do marido ou do ex. Não é fácil denunciar. É um processo muito complexo, mas é importante ver que o silêncio é o maior cúmplice da violência. Isso acabou custando a vida dessa jovem” ressaltou a delegada.

A delegada também, que pediu que a Justiça converta a prisão em flagrante do soldado, em preventiva.

Fonte: Tribuna online

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