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quarta, 24 de abril de 2019
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Discurso de Donald Trump tem pedido de união, nova promessa sobre muro e crítica a investigações ‘partidárias’

Discurso de Donald Trump tem pedido de união, nova promessa sobre muro e crítica a investigações ‘partidárias’

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, abriu o discurso sobre o Estado da União na madrugada desta quarta-feira (6) pedindo, justamente, a união entre os dois principais partidos do país.

Em seguida, porém, ele voltou a insistir sobre a construção do muro na fronteira com o México, motivo de impasse no Congresso norte-americano que levou à paralisação mais longa do governo (leia sobre o assunto mais abaixo).

O discurso havia sido marcado para 29 de janeiro. Porém, por causa do “shutdown”, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, remarcou o evento.

Trump discursa sobre o Estado da União no Congresso dos EUA. Atrás dele, estão o vice-presidente, Mike Pence, e a presidente da Câmara, Nancy Pelosi — Foto: Leah Mills/ReutersTrump discursa sobre o Estado da União no Congresso dos EUA. Atrás dele, estão o vice-presidente, Mike Pence, e a presidente da Câmara, Nancy Pelosi — Foto: Leah Mills/Reuters

Trump discursa sobre o Estado da União no Congresso dos EUA. Atrás dele, estão o vice-presidente, Mike Pence, e a presidente da Câmara, Nancy Pelosi — Foto: Leah Mills/Reuters

Além disso, Trump abordou outros temas no discurso:

  • “Não vamos governar como dois partidos, mas como uma nação”, disse na abertura do discurso;
  • Trump se vangloriou do crescimento econômico dos EUA: “Depois de 24 meses de progresso rápido, nossa economia faz inveja ao mundo. O Estado da nossa União é forte”;
  • Foi vaiado quando disse que eliminou o Obamacare;
  • Criticou as investigações contra ele. “A única coisa que pode parar nossa economia são guerras tolas e investigações partidárias ridículas”, disse.
  • Confirmou o 2º encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-unno final do mês, no Vietnã;
  • Condenou a “brutalidade” do governo Maduro e disse que os EUA apoiam a luta pela liberdade do povo venezuelano;
  • Disse que “os EUA nunca serão um país socialista”;
  • Pediu apoio na luta contra o câncer infantil e se comprometeu a eliminar a epidemia de HIV nos EUA em até 10 anos;
  • Defendeu a retirada de militares na Síria após a derrota do Estado Islâmico: “Grandes nações não lutam guerras sem fim”.

‘Shutdown’ e muro na fronteira

O muro na fronteira entre os EUA e o México é visto em Tijuana, no México — Foto: Shannon Stapleton/ReutersO muro na fronteira entre os EUA e o México é visto em Tijuana, no México — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

O muro na fronteira entre os EUA e o México é visto em Tijuana, no México — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Para defender a proposta do muro, Trump disse que a criminalidade em El Paso – cidade no Texas que faz fronteira com o México – caiu drasticamente depois que uma cerca foi instalada lá.

“Simples assim, muros funcionam e muros salvam vidas. Então vamos trabalhar juntos, com compromisso, e chegar a um acordo que realmente torne os EUA seguros”, disse Trump.

Donald Trump cumprimenta a presidente da Câmara, a opositora Nancy Pelosi, pouco antes de discurso sobre o Estado da União — Foto: Doug Mills/The New York Times/Pool via REUTERSDonald Trump cumprimenta a presidente da Câmara, a opositora Nancy Pelosi, pouco antes de discurso sobre o Estado da União — Foto: Doug Mills/The New York Times/Pool via REUTERS

Donald Trump cumprimenta a presidente da Câmara, a opositora Nancy Pelosi, pouco antes de discurso sobre o Estado da União — Foto: Doug Mills/The New York Times/Pool via REUTERS

Trump e o Congresso têm até 15 de fevereiro para chegar a um acordo sobre o orçamento para segurança na fronteira – para a qual o presidente faz questão de uma barreira física. Caso o impasse continue, um novo “shutdown” deve começar.

O presidente afirmou que as caravanas migratórias são perigosas para os próprios migrantes e permitem a entrada de drogas letais “que cruzam nossas fronteiras e inundam nossas cidades”. “Tolerância com a imigração ilegal não é compaixão – é crueldade”, disse.

“Eu quero que as pessoas venham para o nosso país ainda mais do que nunca, mas elas devem vir legalmente”, afirmou Trump.

‘Investigações partidárias ridículas’

Donald Trump na chegada ao Congresso dos EUA para discurso sobre o Estado da União — Foto: Mary F. Calvert/ReutersDonald Trump na chegada ao Congresso dos EUA para discurso sobre o Estado da União — Foto: Mary F. Calvert/Reuters

Donald Trump na chegada ao Congresso dos EUA para discurso sobre o Estado da União — Foto: Mary F. Calvert/Reuters

Em um dos momentos mais controversos do discurso, Trump atacou as investigações que considera partidárias. Segundo ele, inquéritos abertos contra ele e aliados freiam o que chamou de “milagre econômico” nos EUA.

“A única coisa que pode parar nossa economia são guerras tolas e investigações partidárias ridículas”, disse Trump.

O presidente norte-americano está na mira do procurador especial Robert Mueller por um suposto conluio com a Rússia nas eleições de 2016. Em outras ocasiões, Trump disse ser alvo de uma “caça às bruxas”. Na terça-feira, integrantes da equipe do republicano foram intimados para esclarecer gastos durante a última campanha presidencial.

Venezuela, Guaidó e socialismo

 Juan Guaidó, que foi reconhecido pelos EUA como presidente interino da Venezuela — Foto: Reuters Juan Guaidó, que foi reconhecido pelos EUA como presidente interino da Venezuela — Foto: Reuters

Juan Guaidó, que foi reconhecido pelos EUA como presidente interino da Venezuela — Foto: Reuters

Trump foi aplaudido de pé pela maioria dos presentes na cerimônia quando mencionou o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Os EUA foram o primeiro país a reconhecer o oposicionista no cargo.

“Nós apoiamos o povo venezuelano em sua nobre busca pela liberdade, e condenamos a brutalidade do regime [de Nicolás] Maduro, cujas políticas socialistas fizeram dessa nação, antes a mais rica da América do Sul, um estado de pobreza e desespero”, afirmou Trump.

Venezuela em dia de manifestações contra e a favor de Maduro. Na imagem, opositores ao governo chavista se reúnem em Caracas — Foto: AP Photo/Fernando LlanoVenezuela em dia de manifestações contra e a favor de Maduro. Na imagem, opositores ao governo chavista se reúnem em Caracas — Foto: AP Photo/Fernando Llano

Venezuela em dia de manifestações contra e a favor de Maduro. Na imagem, opositores ao governo chavista se reúnem em Caracas — Foto: AP Photo/Fernando Llano

O presidente ainda disse que está “alarmado” por tentativas de “adotar o socialismo nos EUA”. “Os EUA foram fundados na liberdade e na independência, não na coerção governamental, na dominação e no controle”, defendeu.

“Nós nascemos livres, e vamos ficar livres. Nesta noite, nós renovamos nossa promessa de que os EUA nunca serão um país socialista”, discursou Trump.

Encontro com líder da Coreia do Norte

O líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente americano Donald Trump posam para foto durante encontro em Singapura, em 12 de junho de 2018 — Foto: Saul Loeb/AFPO líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente americano Donald Trump posam para foto durante encontro em Singapura, em 12 de junho de 2018 — Foto: Saul Loeb/AFP

O líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente americano Donald Trump posam para foto durante encontro em Singapura, em 12 de junho de 2018 — Foto: Saul Loeb/AFP

O norte-americano também usou o discurso para anunciar que o segundo encontro com o ditador da Coreia do NorteKim Jong-un, ocorrerá em 27 e 28 de fevereiro no Vietnã. Os dois se encontraram em junho do ano passado, em Singapura.

Trump celebrou o avanço das negociações com o regime de Kim. “Nossos reféns voltaram para casa, os testes nucleares foram interrompidos – não houve lançamento de mísseis nos últimos 15 meses”, mencionou.

“Se eu não tivesse sido eleito presidente dos Estados Unidos, nós estaríamos agora em uma grande guerra com a Coreia do Norte”, apontou Trump.

Oriente Médio

Governo dos Estados Unidos anuncia retirada de militares da Síria — Foto: Reprodução/JNGoverno dos Estados Unidos anuncia retirada de militares da Síria — Foto: Reprodução/JN

Governo dos Estados Unidos anuncia retirada de militares da Síria — Foto: Reprodução/JN

Trump defendeu a retirada de militares norte-americanos que ainda estão na Síria, medida anunciada no fim do ano passado.

“Grandes nações não lutam guerras sem fim”, disse Trump.

O presidente justificou que os EUA já derrotaram grande parte das frentes combatentes do Estado Islâmico. “Agora, enquanto lutamos com nossos aliados para derrotar remanescentes do EI, é hora de dar as calorosas boas-vindas aos nossos guerreiros”, afirmou.

Trump celebrou também o andamento das negociações com o grupo extremista Talibã, que comanda o Afeganistão. “Ao progredirmos nessas conversas, nós estaremos prontos para reduzir nossa presença militar e focar no contra-terrorismo”,

O que é o Estado da União?

Donald Trump faz o segundo discurso sobre o Estado da União desde que assumiu o mandato — Foto: Jonathan Ernst/ReutersDonald Trump faz o segundo discurso sobre o Estado da União desde que assumiu o mandato — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Donald Trump faz o segundo discurso sobre o Estado da União desde que assumiu o mandato — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

É o discurso do presidente que ocorre todos os anos em uma sessão conjunta do Congresso americano. Nele, o chefe de Estado e de governo presta esclarecimentos aos parlamentares, militares e integrantes da Suprema Corte sobre a atual situação dos EUA e os planos e prioridades do ano.

O primeiro discurso sobre o Estado da União foi pronunciado por George Washington em 8 de janeiro de 1790.

Tradicionalmente, o presidente norte-americano pede esforços a deputados e senadores para aprovar projetos que o chefe de governo acredita ser importante. No ano passado, no primeiro discurso do mandato, Trump pediu que os congressistas aprovassem planos para infraestrutura e imigração.

Fonte: G1

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