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segunda, 11 de novembro de 2019
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Clubes de futebol defendem bingos em estádios

Clubes de futebol defendem bingos em estádios

Com regulamentação de apostas, times brasileiros querem construir centros de jogos nas suas arenas

Nas últimas semanas que antecederam o final de julho não se falou de outra coisa: o Marco Regulatório do Jogo no Brasil (PL 442/1991). O projeto de lei deve viabilizar as casas de apostas presenciais e on-line no país, liberando a prática “esportiva” e injetando milhões de reais na economia.

Com a novidade, os clubes de futebol estão planejando a construção de bingos nos estádios, onde os fãs poderão fazer apostas durante as partidas. Apesar da ansiedade dos clubes, a lei só deve entrar em vigor entre 2020 e 2021.

Os clubes estão interessados no projeto pois vêm sofrendo constantemente com a falta de recursos. Após a Copa do Mundo de 2014, a situação só se degradou mais. Bingo, apostas, formas de como apostar, futebol e outros jogos fazem agora parte de um mesmo mundo. A situação pode melhorar depois de muitos clubes terem precisado de “vender” seus estádios por alguns anos, prejudicando a sua receita mensal.

Atualmente boa parte dos estádios brasileiros fazem parte da União, ou seja, são de domínio público. O principal exemplo disso é o Maracanã, que inclusive faz parte de uma investigação nacional por conta das licitações da Odebrecht. Com isso, é cada Estado ou município que determinar como são feitas as gestões dos estádios.

Com o novo projeto das apostas, os clubes poderiam retomar o controle sobre suas casas, voltando a faturar mais e evitando o sucateamento do esporte. Até porque, empreiteiras e construtoras não têm a capacidade necessária para administrar estádios a longo prazo.

Além disso, hoje em dia os clubes só lucram com as receitas dos jogos das suas próprias equipes. Shows, eventos e apostas realizados em seus estádios são convertidos diretamente para os administradores responsáveis.

Bingos nos estádios

O projeto de lei que liberará os bingos nos estádios fará com a rentabilidade do negócio devolva o poder de compra aos clubes. Um dos objetivos da nova lei é a permissão para construção de bingos com capacidade para mais de 15 mil pessoas.

Economistas preveem que, com a medida, os clubes poderão ter uma receita de mais de cinco milhões de dólares anuais, além das contribuições atuais. O valor seria utilizado diretamente nas equipes, melhorando as condições do futebol brasileiro.

Outra novidade da lei é a concessão de máquinas automáticas de bingo: até 300 por estádio. A ideia é liberar a licença para operação da atividade por pelo menos 20 anos e facilitar a prorrogação da mesma.

Para os torcedores, isso significa a possibilidade de participar em dois esportes ao mesmo tempo: assistir à partida de futebol e apostar ao vivo nos resultados esperados. Ou seja, você poderá apostar durante os jogos e aumentar suas chances de sair duplamente vencedor.

Esse tipo de jogo de aposta já existe, principalmente na Europa. No Brasil, é possível apostar online em sites de empresas estrangeiras, porém as opções são ainda muito limitadas.

Em diversos países da Europa, as apostas, os bingos e os cassinos já são regularizados por lei há anos e servem para injetar mais dinheiro na economia. Com as devidas regras e leis, os jogos podem ser uma boa saída para evitar a crise:

Da Redação:

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