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sexta, 20 de fevereiro de 2026
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Boletim Carvalhaes: primeira estimativa da Conab para produção de café é de 66,2 milhões de sacas

Boletim Carvalhaes: primeira estimativa da Conab para produção de café é de 66,2 milhões de sacas

As chuvas que caem desde meados de janeiro sobre as principais regiões produtoras de café do Brasil, aliadas à estimativa de produção divulgada na última semana pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), levaram os operadores de mercado a ignorarem os baixos estoques brasileiros neste início de 2026 e a esquecerem todos os problemas climáticos que atingiram os cafezais nos últimos dois anos. Passaram a trabalhar com a expectativa de uma produção brasileira de café recorde em 2026, derrubando forte as cotações dos contratos de café nas bolsas de Nova York e Londres.

 

A primeira estimativa da Conab para a produção brasileira de café em 2026 é de 66,2 milhões de sacas beneficiadas, aumento de 17,1% em relação ao volume registrado em 2025. Em ano de bienalidade positiva, o crescimento previsto é influenciado pelo incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares. Além disso, as condições climáticas mais favoráveis e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras influenciam em uma melhora na produtividade, que também deve registrar uma elevação de 12,4% em relação à safra passada, sendo esperada uma colheita de 34,2 sacas por hectare.

Na sexta (6), os contratos de arábica na ICE Future US e os de robusta na ICE Europe trabalharam com baixas fortes, encerrando uma semana de quedas expressivas nas cotações do café em NY e Londres.

Contratos de arábica

Na sexta (6), na ICE Futures US, os contratos para março próximo oscilaram 2.135 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 3,1500 por libra peso, em alta de 660 pontos. Fecharam valendo US$ 2,9655 por libra peso, com perdas de 1.185 pontos (3,84%). Na quinta (5) recuaram 25 pontos (0,08%) e, na quarta (4), 845 pontos (2,66%). Em janeiro somaram queda de 1.650 pontos (4,73%). Em 2025, esses contratos para março próximo subiram 6.950 pontos (24,89%).

Contratos de robusta

Na ICE Europe, os contratos de robusta para março próximo bateram, na máxima de sexta (6), em US$ 3.882 por tonelada, em alta de US$ 60. Fecharam o pregão a US$ 3.755, em queda de US$ 67 (1,75%) por tonelada. Na quinta (5) subiram US$ 61 (1,62%) e, na quarta (4), perderam US$ 49 (1,28%). Somaram alta em janeiro de US$ 164 (4,15%) por tonelada. Em 2025, esses contratos para março próximo recuaram US$ 926 por tonelada (19%).

Contratos futuros em R$

Em reais por saca, os contratos para março próximo na ICE Futures US fecharam na sexta (6) valendo R$ 2.047,29. Encerraram a sexta passada (30) a R$ 2.306,50 e a sexta anterior à passada (23) a R$ 2.454,07.

Mercado físico brasileiro

O mercado físico brasileiro de arábica permaneceu quieto, praticamente sem negócios fechados durante toda a semana. O mercado físico de conilon movimentou-se mais, com um número mais expressivo de negócios fechados. Os produtores de arábica não mostram disposição de venda nas bases oferecidas pelo mercado. Há interesse comprador para todos os padrões de café.

Embarques

Até dia 3, os embarques de janeiro estavam em 2.290.772 sacas de arábica, 181.559 sacas de conilon, mais 243.108 sacas de solúvel, totalizando 2.715.439 sacas embarcadas, contra 2.933.487 sacas no mesmo dia de dezembro.

Até o mesmo dia 3, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em janeiro, totalizavam 2.928.350 sacas, contra 3.423.889 sacas no mesmo dia do mês anterior.

 

 

 

 

Fonte: cafepoint