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sexta, 03 de julho de 2020
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O sábado não é mais o mesmo

O sábado não é mais o mesmo

Sábado, 27 de junho de 2020. Desde 2011, todos os sábados vou à cidade de Iconha para comandar meu programa de rádio, Hora da Viola, na iconha fm 87,9. Se por ventura não vou à rádio, dou um pulinho na “capital” do município para resolver algumas coisas pendentes do cotidiano. Nesse dia 27, não fiz o programa, mas mesmo assim percorri o trajeto, ouvindo ALELUIA de Gabriela Rocha, observando a paisagem e refletindo mais uma vez sobre o ano que estamos vivendo. Por sinal, um 2020 muito difícil.

Os leitores que me acompanham, sabem que já escrevi vários textos relacionados às dificuldades enfrentadas por todos nós nesses seis meses. Sobre a terrível enchente escrevi artigos intitulados de JANEIRO SOMBRIO e JANEIRO SOMBRIO: RELATOS DE SOBREVIVENTES e, sobre a pandemia, outros como CORONAVIRUS: VENCEREMOS.

Os meus objetivos ao escrevê-los e publicá-los são de alerta, reflexão e precaução, pois muitas lições nos deixam. Voltando aos sábados, foi justamente em um, 18 de janeiro, que pasmo e amedrontado vi com tristeza e incredulidade a destruição parcial do nosso município em cenas semelhantes à filmes de ficção ou cinema catástrofe. A diferença é que o que se via era realidade e não efeitos visuais de computação gráfica.

Dois meses se passaram e fomos atacados pela voracidade de um terrível vírus que somente em menos de cem dias deixou cinquenta mil mortos em nosso país. E como se não bastasse tudo isso, temos em iminência um ataque de gafanhotos. Esse último espero que não se concretize. Percebi que a música terminou e coloquei para repetir, pois é muito bonita. 163 dias depois da grande intempérie, a reconstrução de nossa terrinha continua com a construção de pontes, reforma da Rodovia ES 375 e das lojas destruídas pela força das águas.

Observamos seres humanos com garra e determinação trabalhando arduamente para as coisas voltarem ao normal, mesmo que para isso nem tudo será a curto ou médio prazo. Envolvidos nisso, estamos ansiosos à espera da descoberta de uma vacina ou medicamento que combata a Covid 19. Infelizmente o sábado não é mais o mesmo. Afinal a vida mudou. Vemos pessoas andando apressadamente na realização de suas tarefas com o intuito de voltar logo para casa. Não vemos mais cidadãos conversando em grupos. Não temos mais celebrações religiosas e isso faz muita falta.

A maioria das conversas estão restritas ao WhatsApp. Não podemos mais dar um aperto de mão ou um abraço. Observamos a maioria usando máscara e álcool em gel, pois se faz necessário .

O sábado não tem mais forró e nem uma roda de viola com uma cervejinha. Meu caro leitor, mesmo diante à todos esses problemas não vamos desanimar. Vamos continuar acreditando na vitória. O sábado é o último dia da semana e por isso é o encerramento dos trabalhos para muitos de nós. O sábado antecede o domingo do Senhor. E nesse domingo vamos continuar com nossas preces e agradecimentos. Preces pelo fim da pandemia e agradecimentos pela força que Deus nos presenteia para que possamos ir em frente. Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo!

(José Alberto Valiati – 28/06/2020)