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quinta, 18 de julho de 2019
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Esporte Escolar: mais que uma ferramenta de formação do indivíduo, um gol de placa

Esporte Escolar: mais que uma ferramenta de formação do indivíduo, um gol de placa

Quando se vê um atleta brilhando no cenário esportivo, muito se especula sobre os fatores que formam o vencedor para que se chegue até o auge de desempenho ou conquista.

Para se avaliar é preciso considerar a condição genética do indivíduo, o preparo específico para a competição em questão e a trajetória do atleta. Sendo assim, vamos aqui considerar que, por não se poder alterar a genética, e que é óbvio que o treinamento, para uma performance excelente, é algo implícito, podemos admitir que a maior variante nessa relação de sucesso é o caminho percorrido até essa vitória.

Nesse percurso tudo está em jogo, sobretudo por considerarmos que estamos lidando com a parcela que tem uma imensa quantidade de tempo envolvida, em comparação com os outros fatores, podendo, assim, ser influenciada ao longo de toda a vida pregressa do referido campeão.

O conjunto de habilidades que compõem o arsenal desse atleta foi forjado desde os primeiros estímulos que o bebê recebera; ou desafios que o menino fora exposto; ou ainda aventuras que a adolescente pudera desfrutar e, finalmente, treinamentos que o jovem adulto se aprimorara. As considerações estão sobre a mesa para se avaliar uma trajetória de um esportista bem sucedido.

Todas as faixas etárias estão sob influência do crescimento e desenvolvimento físico, cognitivo, psicológico e emocional do indivíduo, sendo fundamental que esteja no percurso do campeão a administração do esporte com sabedoria, oportunidade e intensidade adequada.

Impossível desvincular esses anos de vida pré-desportiva da vida escolar. Por mais que o meio não escolar possa ser rico em estímulos atléticos, a escola detém a criança e o adolescente pela maior parcela de tempo desse crescimento, e um contato longo e contínuo dá a oportunidade de, enquanto escola, se aplicar educação esportiva como ferramenta de formação e educação.

Os benefícios de qualquer aprendizado extrapolam seu objetivo específico, proporcionando ao aprendiz amplitude de conhecimentos. O esporte, por sua vez, ensina sobre trabalho em grupo, organização, hierarquia, controle emocional, estratégia, liderança, além das contribuições físicas e técnicas. Desse modo, o aprendizado esportivo escolar, além de ampliar o acervo motor, igualmente abastece o indivíduo de conhecimentos, transformando-o em alguém mais capaz, preparado e formado, para uma vida de conquistas e protagonismo. Isso de uma forma geral, como uma caixa de ferramentas é mais completa e diversa que um canivete suíço.

Esse componente escolar pode (e deve) ser considerado também pelos pais, quando forem matricular seus filhos, pois ampliar o leque de atuações que seus filhos possam vir a ter quando formados é inegavelmente vantajoso. Enquanto em uma mão temos alunos devidamente educados fisicamente e intelectualmente, ainda que longe de cenário de vida esportiva, em outra temos, não só no Brasil, mas sobretudo em países como Estados Unidos e Canadá, as opções de ingresso em universidades e colleges, pelo perfil esportivo, ou ainda pela prática propriamente dita de determinadas modalidades esportivas como profissão, essas últimas com possibilidades de contratos milionários no Brasil e exterior. Sem dúvida são muito mais oportunidades de êxito oferecidas a esse indivíduo em formação.

O gol de placa estaria na instituição que, juntamente com a visão do seu cliente (o pai), vislumbrasse esse terreno deserto como caminho a percorrer, investindo formalmente em seus alunos no âmbito esportivo, de modo que se tornassem um diferencial no cenário nacional, que hoje não tem representantes entre as instituições escolares de forma a povoarem as “peneiras” e drafts de universidades que anseiam por praticantes de todo o mundo.

Não se pode dizer que há garantias, pois o futuro a Deus pertence. No entanto, podemos convir que, numa extensa base, maior é a condição de se estruturar especificidades, ou seja, numa gama maior de conhecimentos, mais chances de sucesso tem o indivíduo e o terreno arado, quando tiver a chuva enviada por Deus, terá a semente do esporte plantada e esta é, sem dúvida, das mais importantes deste leque de conhecimentos.

Ronie Hornos é formado em educação física e bacharel em esporte, técnico das equipes de Beisebol e Atletismo do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré – Internacional e coordenador do Projeto BIS – Basquete com Inclusão Social.

Sobre o Colégio Presbiteriano Mackenzie
Os Colégios Presbiterianos Mackenzie são reconhecidos hoje pela qualidade de ensino e educação que oferecem a seus alunos, e que está enraizada na antiga Escola Americana, fundada em 1870 por George e Mary Chamberlain, em São Paulo. A instituição dispõe de unidades em São Paulo, Tamboré (campus Alphaville, em Barueri- SP), Brasília e Palmas (TO). Com todos os segmentos da Educação Básica – Educação Infantil (Maternal, Jardim I e II), Ensino Fundamental e Ensino Médio, procura o desenvolvimento das habilidades integrais do aluno e a formação de valores e da consciência crítica, despertando o compromisso com a sociedade e formando um indivíduo capaz de servir ao próximo e à comunidade.

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