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quarta, 11 de dezembro de 2019
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Como lidar com um funcionário em depressão?

Como lidar com um funcionário em depressão?

Até 2020 a doença será a que mais afasta pessoas do trabalho

Até 2020, a depressão será a doença mental que mais vai afastar as pessoas de suas rotinas, inclusive do trabalho. A previsão é da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 2000, o órgão já tinha previsto que 15% dos empregados, em todo o mundo, abandonariam o posto por motivos relacionados à doença. Faltando pouco mais de dois meses para a chegada de 2020 a situação preocupa os gestores das empresas.

“É um quadro muito sério. Quando um funcionário é contratado a empresa o faz considerando que ele produzirá para que se obtenha lucro. Nos casos de funcionários em depressão a produtividade é diretamente afetada. Logo, conciliar os interesses do negócio e tratar com humanidade o profissional adoecido não é uma tarefa simples”, explicou a administradora e especialista em Gestão de Pessoas com ênfase em Psicologia Organizacional, Marília Tavares Pereira Ridolphi.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 8.015 licenças por transtornos mentais e comportamentos adquiridos nos primeiros nove meses de 2018. Um aumento de 12% em comparação ao mesmo período de 2017. “Infelizmente essa é uma realidade. Por isso, o gestor precisa estar preparado. O primeiro passo é ele conhecer o que diz a legislação do assunto”, acrescentou a administradora, também conselheira do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES).

A especialista recomenda também propor ao colaborador a execução de tarefas mais leves. A depender da gravidade da depressão é possível ainda alocar o empregado em outra função. “É uma forma humana de lidar com o problema conciliando com os interesses da empresa”, pontuou.

Além disso, a conselheira Marília Ridolphi lembra um fator importante: não retirar, ainda que indiretamente, o funcionário com depressão da rotina da empresa. “O gestor que, por exemplo, excluir um colaborador com essa doença das reuniões pode ter sua atitude entendida como discriminatória e abrindo precedentes até para um processo”, alertou.

O acompanhamento, por parte da empresa, é fundamental. “Com as informações médicas o gestor pode saber o que esperar do trabalhador, equilibrando as expectativas e sendo realista quanto a capacidade operacional dele. Também ser um líder que estimula o tratamento fármaco e terapêutico é necessário e pode ser até o diferencial entre afastamento e reabilitação”, finalizou.